domingo, 21 de agosto de 2016

ROSANGELA SCHEITHAUER pela Revista Estrelas que Brilham de Adaljiza Cuan

ROSANGELA SCHEITHAUER


A pintura foi para a artista plástica ROSANGELA SCHEITHAUER a exteriorização de uma necessidade interna muito intensa. Ela conta que suas obras permaneceram hibernando, em estado de latência, desde a pré-adolescência, quando rabiscava e desenhava a borda de todos os cadernos escolares. Em 1978 saiu do Brasil para ir estudar em Londres (Inglaterra).   Seguiu outra profissão, casou-se em Londres com um cidadão austríaco, tiveram dois filhos (René Philip, hoje com 30 anos e Natalie hoje com 24 anos de idade), mas sempre sentiu que ainda faltava algo em sua vida que ela não sabia definir.  Por motivo de trabalho seu marido foi enviado para Milão (Itália) para assumir uma posição em um banco americano e, já com o filho pequeno, mudaram-se para lá para viver por 3 anos. Por coincidência ou talvez destino, no mesmo prédio onde morava era a sede da Academia de Belas Artes. Um dia em 1986, visitando pela primeira vez aquilo que ela achava que fosse apenas uma „galeria de arte“ conheceu um senhor de 90 anos de idade que mudou a sua vida.  Este senhor chamado Carlo Righi ao vê-la admirando os quadros perguntou se ela era pintora.  Ela disse que não, mas ficou curiosa em saber porque ele havia perguntado isso.  Respondeu ter tido a sensação que ela possuía muita „sensibilidade“ ao admirar uma obra de arte e que, normalmente, quem tem essa sensibilidade também consegue pintar.  Foi ele, então, que descobriu um talento que Rosangela não sabia ser possuidora – o da pintura!  Ele era o „Professor Principal“ da Academia e durante 3 anos foi seu Mestre, sempre incentivando e encorajando-a. 
Rosangela não acha que se enquadra em algum gênero específico da arte. Iniciou pelo figurativo, em óleo, retratando frequentemente paisagens, depois descobriu a aquarela, mas ainda não era o que gostava. De uns anos para cá vem se aventurando pela técnica mista, com base na tinta acrílica e viajando pelos abstrato e expressionismo. Ela se considera bem eclética. Adora olhar para uma tela em branco e pouco a pouco ir jogando as cores, fazendo movimentos, criando sem regras ou barreiras.  Os abstratos e a pintura expressionista lhe dão essa liberdade total de criar „à sua maneira“, livre, leve, solta e despojada.  Rosangela diz que cada pintura é um pedaço do seu coração transportado para a tela.
Ela só tenho o objetivo plástico, estético de ir criando e durante o processo, poder sentir, criar algo novo, sensibilizar e ao término poder dizer: " Era isso que eu queria!“   Rosangela gosta muito de expor seus trabalhos, pois cre que  em qualquer área da manifestação artística  o trabalho  só se justifica quando atinge o outro. Essa deve ser a expectativa do artista:  tocar a sensibilidade do espectador.  Ela considera a Exposição um ato ao mesmo tempo de coragem e de humildade. É um despir-se ante o público
Sempre busca novos projetos. Quem não sabe onde quer chegar, não chega a lugar algum. Projetos a longo prazo também não a agradam muito: prefere pensá-los a médio ou curto prazo.  Uma das exposições que fez e com certeza foi o ápice em sua carreira foi quando expos em New York em 2004, mas já expos também em muitos outros lugares de renome por todo o mundo:  Canadá, México, Argentina, Áustria, Itália, Inglaterra, Hungria, Bulgária, Noruega.  Entre os principais prêmios que recebeu estão:

2002 - Medalha de Bronze no IX. Salão Internacional de Arte Moderna  de Jundiaí (São Paulo)
2003– Medalha de Prata na Categoria “Arte Contemporânea”  - Salao de Arte – Mogi Guaçu (São Paulo)
2008 -  Medalha de bronze na Bienal de Arte de Contemporânea de Chapingo, México (Suas pinturas apareceram no livro “Arte da Terra” – Chapingo, México)
2009 - Diploma por Excelência na 3. Media Art Bienal of London, Londres, Inglaterra
2010 – Seu quadro intitulado „Grito por Amor“ foi nomeado, entre 1.500 registrados, para concorrer ao Prêmio da Paz - St. LEOPOLD FRIEDENSPREIS - concedido anualmente pelo Monastério de Klosterneuburg, Áustria.
2011 -  Diploma de Honra ao Mérito concedido pela IWAS (International Writers and Artists Association)  -  Associação Internacional de Escritores e Artistas, OHIO, U.S.A.
2014  -  Medalha de Ouro na categoria “Arte Contemporânea” -  Salão de Artes de Mogi Guaçu (São Paulo)
2016  -  Medalha de Bronze na Exposição Internacional de Arte organizada pela ArtExpo em Nordfjordeid - Noruega

Entre as suas mais marcantes fase sela aponta :  „O Brasil em cores“ onde retratou toda a beleza e magia da cultura de seu país;   „Coragem e Ousadia“ com seus belos e enigmáticos abstratos;  „Faces“ onde retratou a beleza do rosto feminino;  „Flores e Cores“ mostrou suas belíssimas flores;  „Black and White“ com seus abstratos em preto e branco;  „Mae e filho“ onde conseguiu transmitir com tanta sensibilidade o amor materno; e entre as mais recentes fases estão suas duas fases intituladas „Inspirada nas montanhas“  e  „Menos é Mais“.
Rosangela ve a Internet como o veículo da modernidade. Não há como prescindir dela no mundo contemporâneo. É uma conquista poder ter uma divulgação de suas obras, permanentemente sem as barreiras de espaço físico ou de língua específica.
Neste curto vídeo Rosangela apresenta suas mais recentes obras da série intitulada „Menos é Mais“:  http://www.kizoa.de/Movie-Maker/d51183727k4290695o1/rosangelas-artworks---2016 

A artista agradece a oportunidade de estar sendo homenageada com esta reportagem no „Brilhando com as estrelas“.

























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